
que de tanto voar ao céu foi parar.
Encontrou uma nuvem que parecia algodão doce,
deu-lhe uma beijoca e a história acabou-se.
O mesmo beijo aqui; o mesmo beijo além;
Uivos iguais de cão ou de alcateia.
E a mesma lua lírica que vem
Corar meadas de uma velha teia.
Mas uma força que não tem razão,
Que não tem olhos, que não tem sentido,
Passa e reparte o coração
Do mais pequeno tojo adormecido.
Miguel Torga
3 comentários:
Esta é a história.
Esta é a história.
;) beijo!
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