Então os meus queridos tugas andaram entretidos ao são joão, muito bem! Sabiam que um dia, no carro a descer para sul e praticamente por acaso, sintonizo uma rádio e ouço "S. João S. João dá cá um balão para eu brincar" ?! Quão incrível é isso?!! Bem, não era bem este verso, mas vai dar ao mesmo. Uma rádio portuguesa, a anunciar doceria e gastronomia portuguesa!! Que surpresa.. Mas não era disto que vos queria sobretudo falar.

Queria dizer que no outro dia, entretanto, chorei. Chorei e não foi a ouvir música popular, mas sim, como aliás é costume, a ver um filme - O Patriota, ao que parece, embora isso seja irrelevante. Opá, eu admiro estes gajos. Por muito mal que se possa dizer deles, e muita merda que façam, foda-se, estes gajos são do caralho! Então não é que os cabrões eram um bando de pobres coitados, explorados por um império poderoso, sem lugar onde cair mortos, senão a própria terra selvagem, que não era deles, pegam, revoltam-se, e conquistam um país? A história deles é muito recente mas é admirábel. Quem ouviu o(s) discurso(s) do actual e eloquente presidente consegue perceber isso. Montes de vezes a batalha parecia perdida, e pouco mais tinham que a vontade, o sonho e a esperança, mas mesmo assim triunfaram. Claro que acabaram por ter a ajuda de outros países, mas mesmo assim... Do nada, e num ápice, tornaram-se o país #1 do mundo! Quem mais se pode gabar disso? O próximo líder mundial já era império antes de nós sequer existirmos. Estes gajos ainda não existiam quando nós ainda eramos império!!
Para conseguirem conquistar este enorme continente, sem dúvida riquíssimo, roubaram, mataram, violarem, escravizaram, enfim, fizeram de tudo. E ainda o continuam a fazer. Aliás, refraseio: por isso é que continuam a faze-lo! Sempre o fizeram! Foi assim que eles surgiram, foi isto que lhes fizeram a eles, foi assim que conquistaram a independência, é isso que sabem fazer, é isso que são. E admiro-os, porra!
[E isto sente-se no ar. Respira-se este sentido de liberdade, de empreendimento, de se queres vai atrás. É quase imperceptível, não o sei explicar ou ainda não o captei por completo, e sofre, obviamente, de sugestão. Mas existe, está sempre presente. E é lindo]
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